Sozinho eu me viro bem,
até sentir vontade de ficar com alguém,
e acabo sendo refém,
desse maldito amor.
Oh sentimento mendigado,
quem ama nunca é amado,
com a mesma intensidade,
de quem amou.
Odeio quem da solidão me tira,
sem dar em troca verdadeira companhia,
pois o meu coração já estava cicatrizado,
e o que estava tudo certo agora está tudo errado.
Abrindo as portas do coração,
junto com o amor entra a saudade,
um sentimento bom que parece maldade,
a sensação é ruim e quem sente sabe.
E o que é ruim ainda pode piorar,
porque a saudade vira nostalgia,
e quando vai embora o amor,
leva junto a alegria de quem um dia quis amar.
Depois me perguntam porque vivo sozinho,
sempre que me abro a um amor acontece isso,
e não adianta prometer que vai ser diferente,
de tanto acreditar em mentiras estou descrente.
Mas então é numa amiga que encontro compreensão,
e quem compreende sabe que as mentiras doem,
e sem perceber conversando coisas bobas,
um novo amor se constrói.
E então os ouvidos daquela que ouvia sobre a ex,
começa a reinvindicar a sua vez,
de mais um vez tentar o que parecia impossível,
me amar.

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