Em meio a sonhos e delírios,
está um homem deitado em coma,
pensando se é melhor dormir,
ou acordar para algo que já não
te motiva a voltar.
Ao fundo escuta uma voz doce,
de uma doce menina que o pede,
gentilmente para voltar,
para os braços dela.
E o sono então parece então
perder força para uma vontade
de se levantar e ser feliz.
Nesse ponto a depressão está morrendo,
o seu pulso já não está tão lento,
lembrando de tantos momentos
que enquanto dormia sentia seus carinhos.
Tantos traumatismos, fraturas e pontos,
ainda o desanimam de voltar,
a morte parece uma bela mulher
de vestido preto e sedutor,
querendo levar para o outro lado
de onde não se pode retornar.
Enquanto o amor de uma mulher luta
o ódio do mundo retruca,
como viver onde sou tão discriminado,
onde minha vida é tão frágil,
onde meus ossos se quebram como galho seco,
e meu sangue evapora no vento.
É então que a maioria dos comas
são irreversíveis, assim como um flecha lançada,
uma palavra deferida, um perdão que nunca chega.

0 comentários:
Postar um comentário